domingo, 4 de outubro de 2009

o diabo e o satanista católico

Quando abriram a Fnac em Brasília, há muitos anos, meu pai, meu irmão e eu fizemos de visitá-la um programa de final de semana. Por escolhas individuais, meu irmão ganhou "A arte da guerra", de Sun Tzu, e eu ganhei a "Antología de la literatura fantástica", compilada por Jorge Luis Borges, Adolfo Bioy Casares e Silvina Ocampo. Recordo-me de haver lido certa parte da antologia até começar alguma outra coisa. O plano era ler alguns contos entre um livro e outro. E, de fato, volto a ele anos depois, entre duas obras tolkienianas e começando-o novamente. A decisão foi acertada, pois já me recompensou duas vezes desde esta manhã:

- nestes assuntos, uma coisa leva à outra, e foi assim como descobri um poema de Thomas Bailey Aldrich intitulado "A Persian Love Song" (que reproduzirei em outra ocasião, quando estiver mais íntima do rapaz);
- de todos os que eu já havia lido, "Enoch Soames", de Max Beerbohm, foi o conto que mais me impressionou, e eu havia esquecido o quanto.

Não há sentido em seguir sem tê-lo lido. Para isso, ei-lo aqui em inglês e aqui em espanhol (fonte). Reforço que ler o post sem ter lido o conto vai estragar a experiência de ler um dos mais interessantes já escritos (na opinião não tão humilde mas sempre sincera da que se dirige a vós).

Uma vez esclarecidos os fatos, venho por meio deste singelo expor duas evidências de que Enoch Soames existiu.

1ª prova:
O retrato pintado por William Rothenstein, em 1895, exatamente como escreveu Max Beerbohm.

2ª prova:
Este artigo do The Atlantic Monthly, de Novembro de 1997. O jornalista esperou 34 anos e meio pelo dia 3 de Junho de 1997. Ele estava lá, na sala de leitura do Museu Britânico, e viu quando Mr. Soames buscou o próprio nome nas enciclopédias e dicionários de literatura do século XIX.

E quem não acreditar, é porque não leu as últimas páginas do relatório de Beerbohm.

música: Musicovery (configurado pra calm neutral jazz da década de 90).

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