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domingo, 6 de novembro de 2011

revolução musical

Como é a sua relação com a música? Você ouve...

- quando está tocando em algum local? [0]
- de vez em quando? [1]
- aos finais de semana, quando tem tempo? [2]
- sempre que está dirigindo? [3]
- todos os dias? [4]
- bastante, já que não sai de casa sem o MP4? [5]
- pra dormir, acordar, comer, tomar banho, dirigir, estudar, namorar, trabalhar e nos momentos de lazer? [6]

Se você está entre [4] e [6], é bem provável que, de tempos em tempos, enjoe dos seus discos. Let's face it, temos muito mais álbuns do que escutamos. Tenho coisas aqui, como o "Third", do Portishead, que nunca nem ouvi inteiro. As opções acabam sendo sempre as mesmas (Queen, Depeche Mode, David Bowie e Muse), dentre aquilo que eu escutaria a qualquer momento. E, assim, chega o momento na vida de pessoas como eu e você, [4] a [6], em que elas precisam conhecer coisas novas.

Brucht, compositor polonês contemporâneo de Stravinsky, descreveu em uma carta que, na Pruchnik do início do século XX, chegou mesmo a passar tardes inteiras batendo à porta de estranhos e pedindo-lhes que tocassem algo. Hoje, felizmente, não é preciso recorrer aos métodos do rapaz, uma vez que temos a internet. Desta forma, eis alguns modos de proceder.

- O jeito mais fácil de conhecer música nova não é tão extremo quando o de Brucht, mas semelhante. Ou seja, você pode pedir recomendações das pessoas que você conhece. Porém, se você tiver a minha sorte, seus amigos irão lhe recomendar Maria Gadú, o que nulifica totalmente este método.

- O MSN está vazio e o desespero musical bateu? Não se preocupe, existe o Musicovery. Lá, você encontra um quadrado. Quanto mais pra cima você clicar, mais rapidinha será a música. Em oposição, quanto mais pra baixo você clicar, mais calmo será o mood. Igualmente, tem-se músicas mais pesadas/tristes à esquerda e animadas/positivas à direita. [Ou seja, clique no canto esquerdo superior e saia saltitando pela casa.] Uma vez escolhido o ponto no quadrado (no meu caso, quase na metade do quadrante inferior esquerdo), o site dá uma lista de músicas. Você pode selecionar por gênero (pra mim, electro, rock e world) e a(s) década(s) (que eu não restringi). E, vejam só: Portishead, AIR, Massive Attack e Gotan Project, além dos queridos da namorada (Nick Drake, Death Cab for Cutie e Travis). Anote os nomes dos álbuns e vá ser feliz.

- O Musicovery é pesado demais? Not a problem, pesquise por gênero. Qual foi o último disco mágico-perfeito-OMG-tudo-!!! que você ouviu? O meu foi o "Music for Elevators", por Anthony Stewart Head & George Sarah. Ambient for the win! A Wikipedia é boa com gêneros musicais. Há sempre uma lista de artistas, como esta, no "See also" das páginas relativas aos gêneros. Algum artista você há de conhecer. Na minha pesquisa de hoje, tem vários, tais como: Cocteau Twins (a Sara Sidle gostava), Rabbit in the Moon (que remixou "Waiting for the Night", do Depeche Mode, pro disco "For the Masses") e, principalmente, Amon Tobin (de quem amo o pouco que conheço). OK, "Bricolage", do Amon Tobin (que, incidentalmente, é brasileiro) it is!

Estagnação musical é coisa da semana passada. =P

domingo, 30 de outubro de 2011

redes sociais

No geral, eu me comunico mais com as pessoas, mesmo com as que moram na mesma cidade que eu, pela internet. No meu caso, o fato tem duas causas. A primeira delas é que sou uma moça caseira. A segunda causa tem a ver com acessibilidade. Eu posso "dizer "o que eu quiser a qualquer momento, e a pessoa só vai ler/responder quando puder/quiser. Foram-se os telefonemas inconvenientes e as visitas constrangedoras.

No entando, nem toda rede social é igual. Elas tem propósitos diferentes e, como as que eu mais gosto são as menos utilizadas, escreverei sobre o tema, numa tentativa de popularizá-las junto às 3 leitoras do meu blog. =P

Facebook:
Todo mundo tem Facebook. Para mim, é a principal forma de contatar as pessoas, principalmente porque muitas direcionam mensagens e postagens no mural para o celular, como eu. Acho civilizado não incomodar os outros pelo telefone (afinal, como eu vou saber se alguém está disponível em um dado momento ou não?). A vantagem é que você pode criar listas pra que somente pessoas mais próximas leiam seus status. Analogamente, é possível incluir os linguarudos na lista de "restritos", e você nunca mais precisa se preocupar com eles. É claro que a alternativa mais simples seria só adicionar como amigo aqueles que valem a pena. Porém, às vezes é necessário contatar algum colega de faculdade/estágio/trabalho, e você os adiciona, o que não quer dizer que deseja que saibam tudo sobre a sua vida.

Tumblr:
O Tumblr é como um mini-blog, no qual você pode postar fotos, textos, músicas, vídeos e links. Poucos o utilizam como tal, no entanto. O mais interessante do Tumblr é editar gráficos. Você reune umas 3 ou 4 screencaptures do seu filme preferido, corrige e intensifica as cores, coloca texturas e texto e voilà, tem um gráfico bonito que expressa alguma coisa. [X][X][X][X] A graça é o tempo que você passa editando (no GIMP, ou similar).



Goodreads:
Este é o melhor de todos. O Goodreads serve para registrar o que você já leu, o que está lendo, os livros que mais gosta, aqueles que quer ler etc. No meu caso, busquei fazer uma lista de todos os livros que eu já li. Além disso, sempre coloco o número da página na qual parei em dada leitura. Infelizmente, ninguém que eu conheça faz o mesmo. Será que alguém por aí tem o hábito da leitura?

Por fim, menciono outros, como o Flixster (para filmes), o orangotag.com (para seriados de TV) e o Last.fm (para música).

música: Anthony Stewart Head & George Sarah - Music for Elevators (album).

domingo, 8 de fevereiro de 2009

"o mio babbino caro"

Eu com feqüência frequência pensei a respeito do gosto por música erudita. Existe uma variedade tão grande de estilos e temas em séculos de composições, que me parece um pouco arbitrário descartá-la. Digo, por algo a pessoa há de se interessar, seja pelos amores trágicos, seja pelos canhões de Tchaikovsky. E, bem, ainda considerando o assunto, perguntei-me o que poderia ter instalado na minha pessoa o fraco por este tipo de música. Na minha adolescência, eu passava a farda do colégio ouvindo a Brasília Super Rádio, ouvia Carmen, de Bizet, no walkman (no ônibus) e pensava que o meu sonho seria realizado colocando música erudita no rádio do carro, quando dirigisse um, em alto volume e de vidros abertos. (Não o fiz, anos depois.) No entanto, de onde veio isso se na minha casa só se ouvia música popular? Eis que ontem estava eu estudando Patologia ao som de Maria Callas quando, depois de ter ouvido este mesmo CD muitas vezes (La Divina, 1993), algo chamou a minha atenção. Foi a ária "O Mio Babbino Caro" (que pode ser ouvida, cantada por Mariazinha, aqui). Depois de alguma investigação, encontrei a fonte de onde eu conhecia tanto a mencionada ária.


Parte 2
Parte 3

"Que Patinadora, Charlie Brown" ("She's a Good Skate, Charlie Brown", 1980) sempre foi o meu especial preferido de Peanuts, de longe. A cena clássica, na qual o Woodstock assobia a ária porque a fita quebrou (e está quase engolindo o Snoopy), para que a Patty Pimentinha não seja desclassificada do regional de patinação no gelo, está na terceira parte.

E foi então que eu me lembrei de:

- meu LP de "Pedro e o Lobo", de Prokofiev (que eu ouvia quando criança e ainda tenho);
- um episódio de Tom & Jerry no qual o pianista Tom toca a Rapsódia Húngara n°2, de Liszt e
- de um desenho, acho que da Looney Toons (ou Merrie Melodies), que começa com a primavera na floresta (flores, árvores e animais dançando) e a isso segue uma tempestade horripilante ao som de, creio, a abertura de Guilherme Tell, de Rossini (eu procurei muito pelo título deste desenho e não houve modo de encontrá-lo).

Mas, interessante como foi rever o desenho do Snoopy, há mais. A ópera à qual pertence "O Mio Babbino Caro" se chama Gianni Schicchi, de Puccini. Qual não foi a minha surpresa, já que Gianni Schicchi é um dos rapazes que apavoram lá no Inferno de Dante. Décima e última cava do oitavo círculo, no canto XXX, para ser bem específica. E não é coincidência: Puccini baseou-se em D. para compor. Gianni Schicchi pode ser visto na foto do cabeçalho deste singelo blog, cravando as presas no pescoço de Capocchio.

Começo a suspeitar que qualquer coisa pode ser relacionada à "Divina Comédia"...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

bolero

Existem noites em que não há nada pra fazer, e a pessoa:

- assiste um episódio de "Law & Order: Special Victims Unit";
- pesquisa, no The Java Cafe, pra chegar mais perto de seu objetivo de se tornar barista amadora;
- faz uma lista dos ingredientes que vai precisar comprar pra testar algumas receitas do Oriente Médio;
- toca um Café Tacuba e um Léo Jaime no violão;
- faz um origami de 30 módulos e
- dá uma olhada em algum conto (coff!coff!fanfictioncoff!) online.

É bonito a pessoa admirar personagens, seguir suas metas, fazer trabalhos manuais terapêuticos e exercitar sua veia artística. Bonito isso... Mas a verdade é que o descrito é comum e transitório: não é como se no dia seguinte eu fosse ficar pensando em grão-de-bico ou em dobras em vale.

Por outro lado (quase sempre tem mais de um), há noites que são preenchidas com material bem menos efêmero e, por isso, mais interessante. Eu havia acabado de ter minha conversação diária e compulsória (agora é assim) com Dante e Šahrāzād, e resolvi ver um filme. Infelizmente, resolveram começar "Sem Vestígios" com uma cena de tortura de um gatinho, o que significa que eu vi aproximadamente um minuto e meio do mesmo. O filme "na de fora", sobre o qual escrevei em breve, me fez ter muita vontade de aprender a tocar um bolero chamado "Mucho Corazón", de 1953, composto por Emma Elena Valdemar. Ah, bons tempos aqueles nos quais eu ouvia "Trés Palabras", "Somos Novios" e afins o dia inteiro... Continuando, todo mundo conhece "Mucho Corazón" na voz do Luis Miguel, mas eu gostei mais desta versão, do Benny Moré cantando com o Tony Camargo. A próxima visita, depois de algumas páginas para descobrir qual era a versão na trilha do filme, foi o Youtube. E eis que, entre vídeos sobre a batida de bolero (no violão), meu caminho cruzou-se com o de Julián Arcas, um violonista clássico espanhol do século XIX.

Recursos para os pacientes:
- Programa "O Mundo do Violão" sobre Julián Arcas (fonte aqui), com 51 minutos de diversas composições e trechos narrados sobre a vida do compositor <- recomendo o Bolero e
- CD "Guitar Recital", de Anabel Montesinos (fonte e senha aqui), com faixas de diversos grades nomes como Arcas, Francisco Tárrega e Miguel Llobet <- recomendo o Capricho Árabe, de Tárrega.

Recursos para os impacientes:
- Vídeo do Bolero de Arcas tocado por um rapaz polonês de nick "mariachi".

música: Benny Moré - Mucho Corazón
tela: 10ª temporada de "Law & Order: Special Victims Unit"

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

sondre lerche - maybe you're gone

Acabo de enviar a cifra desta música para o Cifras.com.br e, como em breve ela estará em todos os sites e sem os devidos créditos à minha pessoa, vou colocá-la aqui antes que ela exista em qualquer outro endereço. Quando for aprovada na página mencionada, colocarei o link aqui, já que eles por lá têm simpáticos scripts que fazem aparecer a posição dos dedos em cada acorde quando o mouse é passado por cima deles.

Escute a canção aqui. A minha cifra se encontra um tom acima do usado pelo cantor, que é muito grave pra mim. Uma vez que seja adicionada à página, será possível ir ao tom original mediante um clique. Os acordes, aqui, se encontram entre os colchetes e no momento aproximado em que devem ser tocados.

***
[E]You have been waiting all your [D°]life
[A]You use your patience to [F#m7/4M]stay fine
[E]Time moves [E7]on as [A]you pre[Am]pare
To [D]tell yourself be [B]reasonable

[E]Then come the times you can't [D°]foresee
[A]You cannot leave, you can't [F#m7/4M]release
[E]To keep [E7]you far [A]from those [Am]dreams
Ig[D]noring the right [B]times
Oh, [F#m]waiting was my [A]life

For [C#m]now it's too late
And [F#m7/4M]you may not wait
And [E]things that I have yet to [A]know[Am]
[E]Vanish be[C#m]fore they're com[A]plete

I [C#m]may turn around
To [F#m7/4M]see if you're still there
But [E]as for now, it's just not [A]safe[Am]
[E]Maybe you'll [C#m]wait for me
[A]Maybe you're gone

[E]You've been preparing all your [D°]life
[A]And you've had some trouble getting it [F#m7/4M]right
[E]And you [E7]try to [A]tell your[Am]self
It [D]may work, as it [B]should

[E]But something good can do much [D°]harm
[A]And good may kill for your em[F#m7/4M]brace
[E]To keep [E7]you far [A]from those [Am]dreams
You [D]know you cannot [B]dream
I'm [F#m]stuck for now, it [A]seems

For [C#m]now it's too late
And [F#m7/4M]you may not wait
And [E]things that I have yet to [A]know[Am]
[E]Vanish be[C#m]fore they're com[A]plete

I [C#m]may turn around
To [F#m7/4M]see if you're still there
But [E]as for now, it's just not [A]safe[Am]
[E]Maybe you'll [C#m]wait for me
[A]Maybe you're gone

C#m F#m7/4M E A Am E C#m A [repetir 5x]
***

Editado: Cifra publicada no site aqui.